A MOÇA DA JANELA

 Por: Augusto Bello de S Filho

Se não paras na janela,
E não deixas por um pouco,
Por um momento te ver,
Parece até que não estou,
Nem aí para você.

Para ficar mais fácil,
Para mim e para você,
Tu finges que me olhas,
Eu finjo que vejo você.

Fazemos de contas então,
Que ninguém quer se ver,
Você olha para o infinito,
E eu olho pá você.

Mas, se de repente agente,
Um olhar no outro cruzar,
Não se apresse nem disfarces,
Deixa por um instante,
Meu olhar no teu olhar pousar!

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