Meu pai

Por: Augusto Bello de S Filho

Brasília (DF), 02.08.2005

Ah! meu pai,

No silêncio que habitas,

Você não pode imaginar,

A saudade que deixou,

Foram horas dias e anos,

De lamento e de dor.

 

Muitas e muitas vezes!

Sonhei com você!

Eu ficava tão feliz,

Mas, quando acordava,

A saudade, a saudade apertava,

E meu coração cortava.

 

Lembro-me os primeiros dias,

De quando você partiu,

Em nossa casa da chácara,

O mundo parece que ruiu,

Foi tão difícil sem você,

Foi tão difícil viver.

 

O que parecia uma viagem,

Daquelas que você fazia,

E que depois voltava,

Logo virou um pesadelo,

Que nunca acabava.

 

Porque as nossas mentes,

Não nos deixava crer,

Que fostes embora,

Para nunca mais nos ver.

 

Ah! meu pai,

Agente lutou! lutou demais!

Nos espalhamos Brasil à fora,

Tudo para sobreviver.

 

Estudamos, nos estruturamos,

Não fomos muito longe,

E não viramos doutor.

 

Mas, de sua descendência,

Na segunda geração,

Deus nos deu uma gente,

Que você precisava ver.

Eles estão conseguindo tudo,

Tudo o que você sonhou,

Bacharéis, mestre e doutor.

 

Seria tão bom se você vivesse,

Se você vivesse para ver,

Para ver todas as coisas,

Que eles estão a fazer.

 

Ah! pai,

Imagine então os bisnetos,

Que já vieram e

Outros que estão para chegar.

A terceira geração de você.

 

Ah! pai,

Não preciso nem lhe falar,

Da guerreira que mainha foi,

Todos estes anos sem você.

Sem ela não teríamos vivido,

Nem teríamos ficados unidos.

Unidos para vencer!

 

Ah! Pai,

São quarenta anos sem você,

Ainda me aperta o peito,

E dói o coração.

Dos olhos saem lágrimas,

Lágrimas de saudade.

Saudades de você.

 

Óh! Como foi ruim,

Todos esses anos sem você!.

Você jamais será esquecido,

Enquanto eu viver.

 

Lembrar-me-ei sempre,

Dos poucos anos,

Dos poucos anos,

Que vivi com você.

De como nos amava,

De sua luta, de seu viver.

 

Ah! meu pai,

No silêncio que habitas,

Você não pode imaginar,

A saudade que deixou,

Foram horas dias e anos,

De lamento e de dor.

 

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